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Um poema de Elaine Pauvolid

À SOLEIRA DA PORTA

Não sei do fado,
deixo-o sem glória e saio.
Piso na vida com tal zelo
que não nego os que me chegam,
nem tampouco me cegam ódio e medo.
Contraditória e calma,
varro a soleira da porta,
pensando nos meus erros,
com humildade caseira
e plenitude idólatra.

Elaine Pauvolid, em “Donde Evade”, em “Rios, coletânea de poemas”, Ibis Libris, Rio de Janeiro, 2003 p. 29.

“Rios” é uma coletânea que reúne cinco livros de poesia. Saiba mais sobre esse livro, que foi considerado um dos melhores do ano de 2003, em seu gênero, clicando aqui.

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