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Li Po na Eternidade Humana de Márcio Catunda

 

Aqui temos uma imagem do poeta chinês Li Po, também conhecido por Li Bo e Li Bai, além de alguns outros nomes.  Li Po viveu na China Antiga, supostamente entre 701-762.  Tudo é muito incerto, do ponto de vista histórico, a respeito de Li Po, mas seus poemas taoistas são um fato, e ele foi praticamente o único poeta sobrevivente de uma “era de ouro”, da poesia chinesa antiga, durante a dinastia Tang, em que havia 2.300 poetas em atividade.  Alguns de seus poemas, seu nome e sua biografia, com todas as imperfeições (até hoje se discute e se disputa quanto à cidade exatamente em que ele nasceu) fazem parte do raro legado que nos chegou daquele tempo.

Penso que nunca me atreveria ao cometimento do escritor e diplomata cearense Márcio Catunda, que ousou destacar 66 nomes, dentre personalidades históricas e fictícias, a quem concedeu o prêmio da Imortalidade, em seu livro “Eternidade Humana”, poesia, recém-lançado neste 2018.  Porém, se eu o fizesse, com certeza também, a exemplo de Márcio, salvaria Li Po do terrível limbo do esquecimento.

E o livro “Eternidade Humana” entrou ontem, nos quatro pontos de venda do Alfaya Livreiro, inclusive, no Alfaya Livreiro da Loja 2, a que este blog é vinculado.  Abaixo, transcrevo o poema de Márcio Catunda dedicado a Li Po, um dos mais belos do livro, presente na página 38 da obra. (Ricardo Alfaya)

O VIAJANTE LI PO

Da ribeira do rio Yantsé,

Li Po foi ver a Lua refletida no arroio Shan.

Na geada branca do outono,

reclinou-se sobre a relva ondulante,

à sombra noturna do monte Taisahn,

e as flores riram da sua solidão.

Bebeu com os tangedores de cítara.

Dormiu ao relento no Templo da Montanha.

Contemplou a cascata do Monte Lu.

Sob o céu da estrada longa e difícil,

cantou a saudade das cigarras de Chang

e daquela jovem bonita,

parecida com uma flor,

que nas nuvens do tempo se ocultava.

Do pavilhão da Grua Amarela

aos confins da ermida do asceta Ju Si,

a Lua o acompanhou nas fronteiras e nas águas,

clareando a relva de fios de seda esmeralda.

As folhas redemoinhavam

no terraço da Fênix de Jinling

e nas dobras da túnica de Li Po,

enquanto ele buscava o elixir dos taoistas

para dialogar com o vento.

Só de ver as tulipas,

que deixavam cair as pétalas,

esqueceu toda a tristeza.

(Márcio Catunda, em “Eternidade Humana”, p. 38)

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Link no Alfaya Livreiro 1

https://alfayalivreiro.com.br/loja/livros-e-outros-impressos/poesia/eternidade-humana/