Os Rios Profundos

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Descrição

Título: Os Rios Profundos
Autor: José María Arguedas
Editora: Paz e Terra (Rio de Janeiro)
Estante: Literatura Estrangeira (romance)
Ano: 1977
Encadernação: Brochura
Orelhas: Sim. Comentários de Bella Josef e Adilson Monteiro Alves, na época, Secretário de Estado da Cultura por São Paulo-SP.
Dimensões: 21 cm x 14 cm x 1 cm
Idioma: Português
Tradução: Gloria Rodríguez
ISBN: Não informado
Páginas: 213
Peso: 306 (gr)
Cadastrado em: 29.06.2017
Estoque: 1

Mais detalhes: Livro seminovo.  Embora de 1977, nunca usado, em excelente estado.  Sem riscos, sem anotações, sem sublinhados, sem avarias.  Laterais claras, com alguns diminutos e esparsos pontos de oxidação, que também aparecem na falsa folha de rosto e na última página em branco, sobrando um pouco também para o lado interno da quarta capa. No mais, páginas claras, capa firme e brilhante. A Secretaria da Cultura, do então Governo do Estado de São Paulo, ajudou no patrocínio da coleção “Clássicos Latino-Americanos”, editada pela Paz e Terra, à qual pertence “Os Rios Profundos”. // Trata-se de um romance que se passa no Peru.  Os colonizadores espanhóis, ao contrário do que fizeram os portugueses, não se miscigenaram aos povos autóctones da América Latina.  Disso resultou que, quando da independência, emergiram duas classes distintas e bem delimitadas.  A dos brancos, descendentes dos espanhóis, e a dos índios.  Sendo que a dos brancos se sobrepôs e dominou a dos índios.  Conforme Bella Josef, com José María Arguedas “inaugura-se a visão contemporânea do indigenismo”.   Arguedas, ele próprio um descendente da nação indígena local, somente passou a falar o espanhol com 14 anos de idade, vindo depois a tornar-se escritor e antropólogo.  Portanto, ao mostrar o choque entre as duas culturas de seu país, ele não fala “de fora”.  Não se trata de um mero observador, mas de alguém que vivenciou todo o doloroso processo experimentado pela nação indígena. Segundo a quarta capa, “o protagonista de ‘Os Rios Profundos’ é o camponês andino, cujo orgulho silencioso, revolta contida e beleza interior o autor retrata, por ser sua própria gente, carne de sua carne. ”  No entender do ideólogo e político José Carlos Mariátegui e do grande poeta Cesar Vallejo, Arguedas “pertence a uma geração de intelectuais que despertou a consciência peruana para o drama da estirpe do seu povo, buscando abrir caminhos para amalgamar o passado com o presente e fundi-los em um futuro integrador, mas orgulhoso de suas raízes ancestrais. ” Importante: apesar do ano em que foi escrito (1977), o romance não é do gênero “realismo mágico” ou “realismo fantástico”, então prevalecente em vários países da América espanhola.  A obra se inspira na realidade fatual e o autor usa sua experiência de antropólogo para revelar e interpretar os fatos.  (Ricardo Alfaya)

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Informação adicional

Peso 306 g
Dimensões 21 x 14 x 1 cm
Autor

José María Arguedas

Estado do produto

Novo

Tipo de encardenação

Brochura

Editora

Paz e Terra (Rio de Janeiro)

Ano

1977

Páginas

213

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