A Persistência da Memória

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Descrição

Título: A Persistência da Memória

Autor: Luiz Otávio Oliani

Estante: Poesia

Editora: Oficina (Rio de Janeiro)

Ano da edição: 2017

Dimensões: 21 cm x 14 cm x 1 cm

Encadernação: Brochura

Orelhas: Sim.  Na esquerda, comentário de Leila Míccolis. Na direita, foto colorida e dados do autor.

Prefácio: Chistina Bielinski Ramalho (Professora de Língua Portuguesa e Doutora em Letras pela UFRJ, com Pós-Doutorado em Estudos Cabo-verdianos pela USP)

Observação: Fortuna crítica ao final da obra, com comentários curtos de diversos críticos e escritores em geral.

Idioma: Português

Páginas: 74 p.

Peso: 180 g

ISBN: 978-85-8051-085-0

Estoque: 1

Estado do livro: Novo, sem uso.

Cadastrado em: 01.06.2018 

Mais detalhes: Exemplar novo, sem uso, sem dedicatória, sem página arrancada, sem carimbos, em perfeito estado. // “A Persistência da Memória”, título do livro do poeta brasileiro Luiz Otávio Oliani (1977), corresponde também ao nome de uma famosa tela do pintor surrealista espanhol Salvador Dalí (1904-1989), realizada em 1931. Assim o poeta brasileiro, logo na abertura de seu texto, faz uma dedicatória a Dalí. Homenagem que torna a surgir na quarta capa (vide imagem). Por sinal, facilmente se encontram, na internet, cópias digitalizadas da tela do artista catalão. A partir desse sugestivo tema-título e, de certo modo, evocando alguns dos simbólicos elementos do quadro de Dalí, Oliani desenvolve, em verso, uma reflexão sobre o tempo e a efemeridade, tanto da matéria quanto da vida. Reflexão que estabelece um paralelo com a realizada pelo controverso pintor na respectiva obra. Aqui, os dois artistas (Dalí e Oliani) se acham acima das questões sectárias da política. Situam-se ambos (ora com lirismo, ora com horror), no vasto e imponderável mundo do transcendente, cuja porta de acesso, sobretudo para Dalí, se dava pelos misteriosos caminhos do inconsciente. Há várias maneiras pelas quais podemos interpretar os “relógios moles” que se derramam pela paisagem seca e desértica da tela daliniana. Lembro-me de que certa vez Dalí escreveu um comentário, mencionando que, na obra dele, as figuras “moles” faziam uma contraposição à rigidez e dureza do mundo, sendo uma afirmação do positivo. Por essa linha, seria válido pensar que a moleza dos relógios pudesse significar a flexibilidade e a inconstância material do tempo, simbolizadas nos relógios. O único relógio que parece “duro”, feito uma massa que passou do ponto (dos limites), é o relógio vermelho, coberto de formigas. Diz-se que Dalí não apreciava formigas. Seja como for, o cenário, como um todo, sugere a perda e dissolução, o que termina por estabelecer um paradoxo entre o título e a “realidade” exposta. Realidade íntima, claro, pois vivemos cercados por inúmeros objetos que nos sugerem a “solidez do mundo”, talvez uma das nossas maiores ilusões. Mas, se a pintura de Dalí contém evidentes aspectos herméticos, que se prestam a mais de uma interpretação, bem mais acessíveis são os belos poemas que a obra inspirou a Oliani. Pois, conquanto profunda, a poesia de Oliani é predominante clara em sua sintaxe. Por sinal, uma qualidade que sempre apreciei nesse poeta. Por outro lado, salta aos olhos a existência de um diálogo intertextual entre a estética dos poemas e os elementos presentes no quadro. Há um certo minimalismo e despojamento da tela de Dalí, o que é também uma característica conscientemente buscada por Oliani, em sua poesia. Ambos, Dalí e Oliani, oferecem leveza nas imagens. Mas que ninguém que se engane: é justamente nessa leveza, que aponta para a efemeridade evanescente de tudo, que reside a condição trágica do existir. E seria simples se fosse apenas isso: a leveza como expressão da transitoriedade. Porém, não é, a coisa é mais complexa, pois essa mesma leveza contém também um encanto e fascínio perturbadores. Quanto mais belo, quanto mais leve e sutil, mais frágil, mais sujeito à dissolução. Ser e conter em si o contraditório. Ser e não ser potencialmente, a um só tempo, pois todos e tudo, inclusive o Universo, caminhamos para o inevitável e inaceitável fim. Todos estamos e, ao mesmo tempo, enfrentamos a difícil sensação de que já não estamos, de que já partimos, por mais que se cante ou sorria, por mais que se façam versos. E a persistência da memória? Existe realmente? Ou existirá até quando? Ou como indaga, na última página poética de seu livro, com aquela inquietação intensa, porém contida, típica de Oliani: “o que fica?” E essa pergunta, que advém de um escrito muito leve, muito curto, permanece ecoando na mente do leitor, sem que seja realmente possível oferecer uma resposta definitiva. Por fim, resta dizer que “A Persistência da Memória”, de Oliani, é um poema longo, mas dividido em exatos 50 poemas curtos, numerados, de atraente leitura. Cada escrito basta a si mesmo, mas, ao mesmo tempo, liga-se ao seguinte, como se fora o elo de uma corrente (de relógio?), formando um todo. Um magnífico trabalho de relojeiro, de artesão, de verdadeiro poeta. Observação: Você pode ver, no blog desta livraria, uma cópia da tela “A Persistência da Memória”, de Salvador Dalí, na postagem intitulada: “Um quadro de Dalí, um livro de Oliani: “A Persistência da Memória”, postada hoje, 01.06.2018. (Ricardo Alfaya)

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Informação adicional

Peso 180 g
Dimensões 21 x 14 x 1 cm
Autor

Luiz Otávio Oliani

Idioma

Português

Estado do produto

Novo

Tipo de encardenação

Brochura

Editora

Oficina (Rio de Janeiro)

Ano

2017

Páginas

180

ISBN

9788580510850

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